Blair parte para os EUA, deixando para trás críticas sobre o Iraque

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, decidido aliado dos EUA na guerra contra o Iraque, partiu para Washington nesta quinta-feira no momento em que a aliança anglo-americana mostra estremecimentos sobre informações dos serviços de inteligência e a determinação dos EUA de julgar dois cidadãos britânicos em um tribunal militar americano. Na primeira etapa de uma viagem de sete dias que o levará também ao Japão, Coréia do Sul, China e Hong Kong, Blair terá a honra de falar em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio. O convite para falar ao Congresso foi a principal razão para Blair parar por apenas sete horas em Washington antes de seguir para a Ásia. Mas a controvérsia sobre a qualidade das informações de inteligência usadas para justificar a ação militar contra Saddam Hussein ameaça ensombrecer sua visita. O fato de dois britânicos suspeitos de terrorismo terem que comparecer perante um tribunal em Gunatánamo também preocupa Blair em sua visita à Casa Branca, antes de ele seguir viagem em direção ao Oriente, para conversações bilaterais sobre a crise nuclear na Coréia do Norte. Questões de inteligência e a ausência de provas sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque deverão dominar a conversa do premier britânico com o presidente George W. Bush. O assessor de imprensa da Casa Branca, Scott McClellan, evitou repetidamente nesta quinta-feira responder sobre se Bush iria pressionar Blair sobre informações da inteligência britânica segundo as quais o Iraque estava tentando comprar urânio do Níger - versão questionada pela CIA. Segundo McClellan, ?hoje eles tratarão de discutir as ameaças do século 21?.

Agencia Estado,

17 Julho 2003 | 13h22

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