Blair pede aliança contra extremismos e critica Irã

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, concluiu nesta quarta-feira um giro pelo Oriente Médio assinalando que o mundo enfrenta uma luta "monumental" entre moderados e extremistas. O premier afirmou ainda que o governo do Irã é o principal obstáculo para as esperanças de paz.Em um discursos para empresários e jornalistas em Dubai, Blair disse que o grande desafio do século 21 é o combate ao extremismo e à violência. "Existe uma luta monumental em todo o mundo entre aqueles que acreditam na democracia e na moderação e as forças de reação e do extremismo", afirmou o premiê britânico."Devemos despertar. Essas forças do extremismo, baseadas em uma interpretação errada do Islã, não estão travando uma guerra convencional. Mas estão travando (a guerra) contra nós. E não se trata apenas do Ocidente, e (não é apenas) contra os Estados Unidos e seus aliados", declarou Blair. "Portanto, devemos mobilizar nossa aliança de moderação na região e fora dela, a fim de derrotarmos o extremismo". Blair reiterou repetidamente sua mensagem durante sua viagem, que inclui Turquia, Egito, Iraque, Israel, Palestina e Emirados Árabes Unidos.Em seu discurso, o premier também identificou o principal inimigo na região: o governo do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad. Blair disse que há "elementos dentro do governo do Irã" que apoiavam "abertamente o terrorismo no Iraque para evitar o sucesso do processo democrático". Acusou também o regime de Teerã de tentar acabar com o processo democrático no Líbano; de ignorar "o desejo da comunidade internacional de que haja paz na Palestina"; de "negar o Holocausto" e de "tentar adquirir armas nucleares".O primeiro-ministro lamentou que "boa parte da opinião pública mundial se mostra, francamente, quase indiferente" à tal situação. "Seria um mero absurdo se não fosse algo tão grave", afirmou.

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