Blair reafirma sua crença nas armas proibidas do Iraque

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse nesta sexta-feira que não tem "dúvida alguma" de que serão encontradas provas concretas das armas de destruição em massa de Saddam Hussein, e pediu a seus detratores que "tenham um pouco de paciência". Blair, que na quinta-feira foi o primeiro líder estrangeiro a visitar o Iraque desde a guerra, falou durante uma breve escala na Polônia, fiel aliada dos EUA e Grã-Bretanha no conflito com o país árabe. Nesta visita, Blair agradeceu aos líderes poloneses por enviarem 200 soldados à guerra no Iraque e analisou o panorama do pós-guerra com o primeiro-ministro polonês, Leszek Miller. Teve, no entanto, que enfrentar uma série de perguntas relacionadas com a inexistência, até agora, de evidências que comprovem o argumento dos aliados para ir à guerra: a presença de armas de destruição em massa que colocavam em risco a Grã-Bretanha e o mundo. Muitos britânicos estão indignados com a sugestão do secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, de que Saddam pode ter destruído suas armas antes do início dos combates. Na quinta-feira, a BBC informou que agentes da inteligência britânica estavam descontentes com um documento emitido pelo escritório de Blair no ano passado, e cujo tema eram as armas iraquianas."A idéia de que nós autorizamos ou fizemos com que nossas agências de inteligência inventassem alguma evidência é completamente absurda, e o que está acontecendo é que as pessoas que se opuseram à medida (ir à guerra) desde o princípio estão agora tentando encontrar uma nova razão para afirmar que (a ação militar) não foi correta", disse Blair.

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