Blair tenta encerrar onda de violência em Israel

O primeiro-ministro britânico Tony Blair chegou hoje a Israel para conversar com líderes israelenses e palestinos na tentativa de acabar com a violência na região, que já dura um ano, e restabelecer as negociações de paz entre os dois lados. Os palestinos esperam uma forte afirmação do apoio de Blair durante a visita. Autoridades britânicas têm defendido em público a criação de um Estado palestino.O presidente do parlamento palestino, Ahmed Qureia, disse que espera que Blair tente ?corrigir o erro histórico que a Grã-Bretanha cometeu contra os palestinos por meio da Declaração de Balfour em 1917?, referindo-se ao apoio britânico a formação de um estado judeu na Palestina. Blair almoçará com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon e se encontra à tarde Yasser Arafat. Antes de chegar a Israel, durante sua visita à Jordânia, Blair discutiu a crise no Oriente Médio e a ofensiva contra o terrorismo no Afeganistão com o rei Abdullah II. De acordo com a Embaixada britânica, Blair disse que ?o Islã moderado precisa se opor claramente aos extremistas que seqüestraram o Islã?. Blair acrescentou que as negociações referentes ao conflito no Oriente Médio devem se basear no ?direito de Israel de existir em segurança e num Estado palestino em que os palestinos possam viver em paz, segurança e prosperidade.´´AtaquesCinco helicópteros israelenses atiraram mísseis em um táxi palestino na Cisjordânia, hoje, matando dois suspeitos membros do Hamas que estariam preparando um ataque suicida, enquanto Blair desembarcava em território israelense. Outro palestino foi seriamente ferido e depois preso por soldados israelenses.Um dos militantes, Yasser Asideh, tinha a missão de servir como o suicida enquanto o outro, Fahami Abu Eisha, deveria levá-lo até o local do ataque, segundo informou o escritório do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. Os dois nomes tinham sido apresentados diversas vezes à Autoridade Palestina com a solicitação de prisão. Asideh passou dois anos na prisão pelo assassinato de dois israelenses mas foi solto há um ano, no início das hostilidades entre os dois lados. A segurança israelense estava em alerta há vários dias contra possíveis atentados.Segundo o secretário do gabinete palestino, Ahmed Abdel Rahman, os ataques israelenses devem levar a uma escalada da violência. O primeiro-ministro Ariel Sharon ?está insistindo, com esses crimes em sabotar todos os esforços da Autoridade Palestina para garantir um cessar-fogo?, disse Abdel Rahman.AfeganistãoA visita de Blair a Israel tem especial importância devido à parceria dos britânicos com os norte-americanos na campanha antiterrorismo no Afeganistão. Os EUA têm pressionado palestinos e israelenses a acalmar o conflito, evitando atrasos na campanha contra o Taleban e Osama bin Laden. O Departamento de Estado norte-americano tem feito afirmações quase diárias pedindo que Israel retire suas tropas de cidades palestinas.Leia o especial

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