Blair vai disputar terceiro mandato, diz colaborador

Tony Blair se candidatará a um terceiro mandato consecutivo como primeiro-ministro, afirmou um dos seus assessores mais próximos. As declarações de Lorde Charles Falconer, secretário (ministro) de Assuntos Constitucionais do premier, acabaram com as especulações de que Blair entregaria a liderança do Partido Trabalhista ao secretário do Tesouro, Gordon Brown, abrindo caminho para que Brown se tornasse o próximo chefe do governo. Em entrevista ao jornal dominical britânico Sunday Telegraph, Falconer, que já dividiu um apartamento com Blair, disse que a agenda de reforma do governo não seria prejudicada pelos recentes problemas enfrentados por Blair. A pressão sobre o primeiro-ministro aumentou desde a morte do cientista David Kelly, que trabalhava para o governo como especialista em armas de destruição em massa. Kelly suicidou-se em meio à controvérsia em torno do uso feito pelo governo de relatórios do serviço secreto sobre as armas iraquianas. Segundo Falconer, no entanto, Blair não tem planos de renunciar. "Claro, não há dúvidas a respeito. Ele vai concorrer às próximas eleições com a intenção de cumprir todo o mandato", disse Falconer ao jornal britânico. Segundo a rede BBC, há rumores antigos sobre um possível acordo entre Blair e Brown, fechado em 1994, durante um jantar no restaurante Granita de Islington, no norte de Londres, logo após morte do então líder do Partido Trabalhista, John Smith. Brown, que era candidato à liderança, desistiu e passou a apoiar Blair mediante a promessa de que o atual primeiro-ministro abriria mão do cargo depois de oito anos.

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