Blair visita Omã; grupo diz que ele é "alvo legítimo"

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o sultão Qaboos bin Said, de Omã, discutiram hoje os ataques aéreos contra o Afeganistão, mas o maior aliado da Grã-Bretanha no golfo manteve silêncio sobre qualquer participação na operação. Blair está em missão diplomática de três dias no Oriente Médio, a última de uma série de viagens realizadas ao exterior para tentar agregar suporte as ações militares no Afeganistão. Blair visitou na semana passada o Paquistão, a Rússia e a Índia. Fontes oficiais do gabinete de Qaboos disseram que os dois líderes discutiram o longo relacionamento militar dos países, o conflito entre israelenses e palestinos e a situação no Iraque, que criticou os ataques contra o Afeganistão. Mais de 23 mil tropas britânicas participarão de exercícios regulares com 14 mil soldados de Omã a partir de domingo, envolvendo 111 aviões e 27 navios de guerra e porta-aviões. Há especulações de que algumas de tais forças britânicas poderiam ser utilizadas nos ataques contra o Afeganistão. ?Alvo legítimo? Em Londres, Abdel-Rahman Saleem, porta-voz do grupo muçulmano al-Muhajiron, disse ao jornal Asharq al-Awsat que Blair se tornou um "alvo legítimo". "Isso significa que se um muçulmano desejar matá-lo ou livrar-se dele, eu não verteria nenhuma lágrima", disse Abdel-Rahman do Paquistão. O líder do Muhajiron em Londres, xeque Omar Bakri Mohammed, apoiou essa declaração. "Do ponto de vista legal islâmico, caso Blair entre em um país muçulmano, ele se transformaria em alvo legítimo porque ele cometeu uma agressão contra a terra dos muçulmanos", disse Bakri. Segundo ele, os muçulmanos que residem na Grã-Bretanha não se encontram em estado de guerra e devem respeitar as leis locais. Seus comentários poderão ser investigados pela polícia. Leia o especial

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