Owen Humphreys/AP
Owen Humphreys/AP

Blair voltará a depor em comissão que investiga Guerra do Iraque

Ex-premiê britânico já havia dito que 'não se arrepende' de envolver o país no conflito

Estadão.com.br

12 de janeiro de 2011 | 14h38

LONDRES - O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair irá falar pela segunda vez, no próximo dia 21 de janeiro em Londres, perante a comissão que investiga a polêmica participação do Reino Unido na guerra do Iraque, anunciou nesta quarta-feira a própria comissão, segundo informações da agência de notícias AFP.

 

Blair, o principal aliado do ex-presidente americano George W. Bush no Iraque, é, junto com o ex-ministro das Relações Exteriores Jack Straw, uma das personalidade que foi convocada novamente pela comissão dirigida por John Chilcott para obter informações antes da redação do relatório final.

 

Em uma primeira audiência de seis horas em 29 de janeiro de 2010, o ex-premiê trabalhista declarou que "não se arrependia" de haver implicado o Reino Unido em uma guerra contra Sadam Hussein em 2003, uma decisão que, segundo disse, "voltaria a tomar" sete anos depois.

 

Blair disse também então que sentia "responsabilidade, mas não arrependimento" por haver contribuído com a derrota do presidente iraquiano no marco de uma intervenção que, estima-se, deixou 100 mil mortos iraquianos e 179 britânicos, e que até hoje divide seus compatriotas.

 

Após a expectativa que levantou a primeira audiência do ex-chefe de governo, a comissão anunciou que na próxima segunda voltará a sortear os 60 assentos disponíveis para o público na sala, 20 dos quais estarão reservados para familiares de militares mortos no Iraque.

 

A comissão, que terminou sua primeira rodada de audiências públicas no dia 30 de julho, prevê publicar o relatório final nos primeiros meses de 2011.

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