Blindado politicamente, casal já é alvo da Justiça

Mais de cem funcionários dos governos de Néstor e Cristina Kirchner foram indiciados na Justiça por suposto envolvimento em casos de corrupção nos últimos sete anos.

, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

No entanto, em diversos processos o governo está virtualmente blindado das investigações. Esse é o caso, por exemplo, do inquérito sobre enriquecimento ilícito dos Kirchners na província de Santa Cruz, que investiga irregularidades na compra de um terreno na cidade de El Calafate em 2006.

A propriedade foi vendida ao casal pela prefeitura, comandada por um aliado da Casa Rosada, por US$ 34 mil. O mesmo terreno foi revendido em 2008 por US$ 1,65 milhão.

Mas a investigação sobre o caso está praticamente paralisada, já que ficou nas mãos da sobrinha do casal, a promotora Natalia Mercado - filha de Alicia Kirchner, ministra da Ação Social, e irmã do ex-presidente Kirchner.

Um levantamento da consultoria KPMG em 2009 entre empresários argentinos indicou que os subornos costumeiramente solicitados por integrantes do governo já chegam a 20% do total das operações comerciais, industriais e financeiras. Isso indicaria um aumento substancial em relação a 2003, quando o número era de 15%.

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