Blix e Baradei chegam a Bagdá

O chefe dos inspetores de armas das NaçõesUnidas, Hans Blix, desembarcou hoje na capital iraquianapara uma crucial rodada de negociações com as autoridadesmilitares daquele país durante a qual exigirá mais cooperação eevidências de que o Iraque realmente neutralizou seu arsenal dearmas de destruição em masssa. "Nossa missão é a alternativa à guerra e nosso tempo é exíguo está se encerrando rapidamente", advertiu Blix de uma base daONU em Chipre de onde embarcou para Bagdá, recordando também queseu tempo é exíguo, está se encerrando rapidamente. Ele tem deentregar um relatório oficial ao Conselho de Segurança da ONU nodia 14, que determinará a sorte do Iraque - paz ou guerra. Outro grande esforço para evitar um conflito ocorre na Françae na Alemanha. Os dois países, segundo a revista alemã DerSpiegel, trabalham num plano para neutralizar de forma pacíficao arsenal químico e biológico do Iraque. "A idéia básica é quetropas internacionais de paz da ONU assumam o controle doterritório iraquiano durante vários anos", acrescenta a revistaalemã destacando o caráter ultraconfidencial do plano. Um porta-voz do chanceler Gerhard Schroeder confirmou aexistência da iniciativa, mas se recusou a acrescentar detalhes.França e Alemanha se opõem categoricamente ao projeto dopresidente americano, George W. Bush, que pretende derrubarpelas armas o regime do líder iraquiano Saddam Hussein. Blix chegou a Bagdá em companhia do egípcio Mohamed El Baradei presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).Eles embarcaram em uma base da ONU na cidade de Lamarca, emChipre. "Nós precisamos fazer progressos rapidamente, porque asinspeções são a alternativa à guerra e não seu prelúdio",insistiu El Baradei antes de embarcar para Bagdá. Blix e El Baradei citaram três questões para as quais esperamprogressos na semana que se inicia. - O Iraque hesita em permitir vôos de reconhecimento de aviõesU-2 americanos sobre seu território. Esses vôos são consideradosfundamentais nas investigações dos inspetores. - Os inspetores querem entrevistar os 20 cientistas iraquianosenvolvidos no desenvolvimento de armas, sem a presença demonitores do governo iraquiano. - A ONU exige que o Iraque aprove uma legislação específica deproibição total da produção de armas químicas e biológicas emseu território. A pressão anglo-americana sobre o Iraque e a ONU aumentaramdurante a semana, com a exposição do secretário de Estado dosEUA, Colin Powell, no Conselho de Segurança, e o pronunciamentosubseqüente de Bush dando o "jogo" por encerrado. Londres estáredigindo uma segunda resolução que embute uma autorização parao ataque na falta de cooperação do Iraque. No âmbito militar, os EUA já estacionaram pelo menos 100 milhomens na região do Golfo Pérsico - um número que está crescendocom a incorporação de mais reservistas.

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