REUTERS/Guillermo Granja
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Bloco da OEA pressiona Venezuela para acelerar referendo revogatório

15 países, entre eles o Brasil, defendem diálogo entre a oposição e o governo venezuelano como medida para solucionar a crise

O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2016 | 17h52

Um abaixo-assinado de 15 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre eles o Brasil, divulgado nesta quinta-feira, 11, pediu que o governo da Venezuela acelere as etapas restantes do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, que, por decisão do Conselho Nacional eleitoral, deve ocorrer só em 2017, provavelmente sem a convocação de novas eleições. A nota também defende o diálogo como solução para a crise política no país. 

"Fazemos um chamado às autoridades venezuelanas a garantir o exercício dos direitos constitucionais do povo venezuelano e, também, que se cumpram, de forma clara, concreta e sem demora, as etapas restantes para a realização do referendo revogatório presidencial", diz o texto.

O documento também é assinado por Argentina, Belize,  Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Aliados de Caracas, os países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), entre eles Bolívia, Equador e Nicarágua, não subscrevem o texto. 

O comunicado da OEA ainda ressalta a necessidade do pleno respeito aos direitos humanos, ao devido processo jurídico, à separação de poderes e à consolidação da democracia representativa. O texto lembra a visita do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero à Venezuela, na qual ele lembrou da necessidade de um diálogo político entre governo e oposição. 

"Instamos o governo da Venezuela e a oposição a manter o mais rapidamente possível um diálogo franco e eficaz, de maneira direta, ou com o apoio de facilitadores", conclui o comunicado.

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