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Bloco de Maliki amplia vantagem em apuração no Iraque

O bloco do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, ampliou suas chances de tornar-se a principal força do Parlamento do país. Resultados parciais da eleição de domingo divulgados hoje mostram o grupo com mais vantagem, na crucial província de Bagdá.

AE, Agencia Estado

16 de março de 2010 | 10h07

O sucesso de Maliki na região da capital é importante, pois esta província concede mais que o dobro das cadeiras no Legislativo que qualquer outra. Além disso, o bloco do premier lidera em sete províncias ao todo, e Maliki tem boas chances de manter seu posto.

O principal rival do líder, o ex-primeiro-ministro secular Iyad Allawi, lidera em cinco províncias, com dois terços dos votos já apurados pelo país. Funcionários pediram paciência e disseram que deve haver novas atualizações nas parciais ainda hoje.

A eleição foi a segunda desde a queda do ditador Saddam Hussein, após a invasão liderada pelos Estados Unidos no país, em 2003. O pleito ocorre menos de seis meses antes de os norte-americanos retirarem suas tropas de combate do país, conforme um cronograma estabelecido entre os países.

Resultados preliminares

Os resultados preliminares, baseados em 60% dos votos apurados em Bagdá, mostram a aliança Estado de Direito com uma vantagem de 65 mil votos sobre o bloco Iraqiya, de Allawi, e uma coalizão de grupos xiitas em um distante terceiro lugar.

Maliki, um xiita, mantém a liderança em Basra, província rica em petróleo e terceira maior do Iraque, bem como em outras cinco províncias de maioria xiita ao sul de Bagdá. Apesar do sucesso do bloco Estado de Direito, porém, analistas já advertiram que outros grupos políticos poderiam manobrar para formar uma coalizão de governo sem ele.

O sistema de representação proporcional iraquiano torna improvável que um grupo único consiga os 163 postos necessários para formar um governo sozinho, forçando a formação de coalizões.

Oposicionistas denunciaram fraudes na disputa eleitoral, mas Maliki rejeitou as alegações. Funcionários encarregados da realização dos pleitos também minimizaram as acusações. As informações são da Dow Jones.

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