Eduardo Munoz/Reuters
Eduardo Munoz/Reuters

Bloomberg liderou renascimento de Nova York depois dos atentados

Prefeito teve de lidar com crise econômica, questões diplomáticas e desastres naturais desde 2001

Gustavo Chacra, correspondente

03 Setembro 2011 | 16h00

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 

NOVA YORK - Coube a Michael Bloomberg comandar o renascimento de Nova York após o 11 de setembro. Nos últimos nove anos, o prefeito teve de lidar com questões diplomáticas, desastres naturais e a maior crise econômica dos últimos 70 anos, sem que a metrópole perdesse o posto de mais importante do mundo para emergentes como São Paulo, Xangai ou Mumbai.

 

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Nas nove Assembleias Gerais das Nações Unidas realizadas desde os atentados, Bloomberg recebeu dois presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush e Barack Obama. Também estiveram na cidade Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, que levantou suspeitas sobre os atentados de 11 de Setembro, e Muamar Kadafi, que queria instalar a sua tenda no Central Park e discursou por uma hora e meia na ONU. Na ocasião, o ditador líbio pediu para mudarem a sede da entidade de Nova York para Trípoli.

 

Nos últimos dez anos, Nova York viveu o seu momento de maior riqueza, quando os bônus de bancos como Goldman Sachs, em 2006 e 2007, bateram recordes na história financeira mundial. Em 2008, alguns desses mesmos bancos, como o Bear Sterns e o Lehman Brothers, desapareceram por causa do colapso de Wall Street.

 

Também ocorreram fenômenos climáticos na década pós-11 de Setembro, como a nevasca do último Natal, as ondas de calor de todos os meses de julho e, apenas nas últimas semanas, um terremoto e um furacão que alagou partes de Manhattan, derrubou árvores no Brooklyn e deixou grande parte do Queens sem energia elétrica.

 

Desde 2001, Nova York teve um aumento populacional de quase 400 mil pessoas. O Financial District, ao redor do World Trade Center, transformou-se no bairro residencial que mais cresceu na cidade. Mais de 400 milhões de turistas estiveram em Manhattan, o equivalente a duas vezes a população do Brasil. Ao todo, estes visitantes gastaram US$ 275 bilhões na cidade, cerca da metade do PIB do Argentina.

 

A média de uma diária em um hotel de Nova York subiu de US$ 204 para US$ 238 nos últimos dez anos. Cerca de 2.500 filmes foram gravados na cidade desde 2001. Oito milhões de pessoas usam diariamente o metrô.

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