AP Photo/Eric Risberg
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Michael Bloomberg pode concorrer à presidência dos EUA

Segundo a imprensa americana, o ex-prefeito de Nova York considera Joe Biden muito moderado e Bernie Sanders e Elizabeth Warren muito à esquerda

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2019 | 22h54

NOVA YORK - O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg está considerando  concorrer à indicação do Partido Democrata à presidência em 2020 por considerar Joe Biden muito moderado e Bernie Sanders e Elizabeth Warren muito à esquerda, informou a imprensa dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 7.

"Mike está cada vez mais preocupado com o fato de o atual campo de candidatos não estar bem posicionado" para derrotar Donald Trump, disse Howard Wolfson, seu conselheiro de longa data.

O presidente e fundador da agência internacional de notícias econômicas que leva seu nome anunciou em março passado que não participaria das primárias democratas por conta do grande número de candidatos em seu partido e para não prejudicar o ex-vice-presidente Biden.

Mas de acordo com fontes próximas ao empresário citado pelo New York Times e pela CNN, entre outros meios, ele reuniu as assinaturas necessárias para apresentar sua candidatura no Estado do Alabama, um dia antes do fim do prazo. 

"Ele pensa que Biden é fraco e que Sanders e Warren não podem vencer", declarou uma fonte próxima ao ex-prefeito citado pelo  New York Post.

Bloomberg, um moderado próximo de Wall Street, nunca escondeu nos últimos tempos sua oposição às medidas defendidas por Warren e Sanders, que fazem uma campanha muito inclinada à esquerda na qual denunciam, por exemplo, um sistema "corrompido" por investidores de Wall Street e grandes empresas.

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Há algumas semanas, pessoas próximas ao ex-prefeito de Nova York (2002-2013) disseram que ele estava refletindo sobre a possibilidade de se candidatar após a queda de Biden e o crescimento de Warren e Sanders nas pesquisas.

Aos 77 anos, Bloomberg é um dos homens mais ricos do mundo e usa parte de sua fortuna para apoiar candidatos democratas e a luta contra o aquecimento global.

Ele já havia considerado candidatar-se nas primárias democratas para as eleições presidenciais de 2016, mas desistiu da ideia por receio de dividir seu eleitorado contra Trump. / AFP

 

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