Bloomberg tem o desafio de reerguer a economia de NY

Ao ter assumido no primeiro dia deste ano a Prefeitura de Nova York, Mike Bloomberg encarou talvez o maior desafio da sua carreira empresarial: reconstruir a baixa Manhattan, que foi severamente atingida pelos ataques terroristas de 11 de setembro, e salvar a cidade de uma forte contração na atividade econômica. A conta do prejuízo humano e material com a destruição das torres do World Trade Center e de vários edifícios do distrito financeiro superou a ordem de US$ 100 bilhões, sem falar no sentimento de insegurança e vulnerabilidade provocado pela ameaça de terrorismo. O secretário de Finanças da cidade, Alan Hevesi, informou que a economia da cidade de Nova York deverá encolher 3,1% neste ano, enquanto a maioria dos analistas em Wall Street estimam que a economia dos Estados Unidos como um todo irá crescer por volta de 2%. Ou seja, enquanto o país sai da recessão em 2002, a retomada do crescimento passará ao largo da cidade de Nova York. "A economia da cidade estava enfraquecendo antes dos ataques de 11 de setembro, mas ainda estava num nível mais forte do que a economia do país como um todo. O impacto da distruição das torres gêmeas e de outros edifícios fizeram com que a economia da cidade encolhesse mais do que a do resto dos Estados Unidos", afirmou Hevesi. Por causa dos ataques ao World Trade Center, muitos empregos foram perdidos. As estimativas superam a casa dos 100 mil postos de trabalho, muitos deles no sistema financeiro, mas também em atividades como a de restaurantes. O mercado imobiliário também sofreu, com a queda no valor dos aluguéis de até 20%, especialmente na região da baixa Manhattan, que engloba a área que hoje é conhecida como ?ground zero? (marco zero), onde ficavam as torres gêmeas. Muitas empresas mudaram-se para o Estado vizinho de Nova Jersey. Devido a esse cenário, Alan Hevesi estima uma forte queda na arrecadação de impostos. Ele projeta que, no ano fiscal de 2002, a arrecadação de impostos da cidade deverá cair 7,1%, ou o equivalente a US$ 1,6 bilhão. Em razão dessa perspectiva nada favorável, o Congresso norte-americano, que havia prometido um pacote de ajuda a Nova York e Washington de US$ 20 bilhões, aprovou a liberação de US$ 10,7 bilhões para ajudar Nova York a arcar com os custos da destruição.

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 18h08

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