REUTERS/Marco Bello
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Bloomberg vai financiar grupo independente para impulsionar democratas

Ainda sem nome e verba definidos, organização terá escritórios em seis estados, empregando parte da equipe montada pelo ex-prefeito de Nova York antes de deixar a disputa; Sanders disse que não aceitará o apoio

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 13h54

NOVA YORK — Após investir US$ 500 milhões e ter apostado todas as suas fichas na Superterça, o empresário e ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg vai financiar um grupo independente para ajudar a eleger o candidato presidencial democrata em novembro, cumprindo uma promessa de colocar sua fortuna pessoal de US$ 60 bilhões (aproximadamente R$ 276 bilhões) em prol da sigla mesmo depois de abandonar a candidatura na quarta-feira.

A organização independente empregará parte da enorme equipe que montada por Bloomberg durante sua campanha presidencial de um mês, quando gastou mais de US$ 500 milhões com publicidade, uma medida sem precedentes, apenas para alcançar resultados decepcionantes nas 14 primárias estaduais da Superterça.

De acordo com uma fonte familiarizada com os planos de Bloomberg, o grupo incluirá escritórios em seis estados da disputa — Arizona, Flórida, Michigan, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin — e apoiará democratas com baixa votação e também quem vencer a indicação presidencial do partido.

O grupo independente, cujo nome e orçamento ainda estão sendo determinados, poderá gastar quantias ilimitadas, desde que não se alinhe diretamente a nenhuma campanha.

Após suspender sua candidatura presidencial, o ex-prefeito de Nova York, um dos cidadãos mais ricos do país, disse que apoiaria o centrista Joe Biden na corrida pela indicação democrata para desafiar o presidente republicano Donald Trump nas eleições de novembro.

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Biden, ex-vice-presidente, está em uma batalha de mão dupla com o senador Bernie Sanders, um expoente da ala esquerda do partido, depois que a senadora Elizabeth Warren deixou a disputa na quinta-feira. Warren ainda não definiu quem irá apoiar na disputa, polarizada por Biden e Sanders.

Sanders disse a repórteres em Burlington, Vermont, que Wall Street e Bloomberg estavam abrindo seus talões de cheques para apoiar Biden.

“É isso que é um sistema político corrupto”, acrescentou Sanders, que disse que não aceitaria a ajuda de Bloomberg nas eleições gerais caso fosse indicado. Já Biden disse que gostaria de receber a ajuda.

Os bolsos praticamente sem fundo de Bloomberg podem dar um grande impulso aos democratas. O Partido Republicano e a campanha de reeleição de Trump excederam significativamente seus pares democratas. / AFP




 

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