Bloqueio a Gaza falhou e fronteira continuará aberta, diz autoridade egípcia

Bloqueio a Gaza falhou e fronteira continuará aberta, diz autoridade egípcia

EUA estão conslutando Egito para lidar com o assunto, diz Biden

AE, Agência Estado e AP

07 de junho de 2010 | 10h33

SHARM EL-SHEIKH, EGITO - Uma autoridade da área de segurança disse nesta segunda-feira, 07, que o Egito Matera sua fronteira com Gaza aberta indefinidamente, amenizando o bloqueio do território dos palestinos e dando-lhes uma ligação crucial com o resto do mundo.

 

Egito e Israel mantiveram o bloqueio desde que o Hamas tomou o controle de Gaza a três anos atrás. Mas o oficial disse que o bloqueio falhou em atingir seus objetivos, incluindo a libertação de um soldado israelense mantido prisioneiro pelo Hamas desde 2006.

 

O ataque de Israel à frota internacional com ativistas que tentavam furar o bloqueio e que resultou na morte de 9 pessoas na semana passada, voltou a chamar a atenção para o problema.

 

O oficial egípcio falou nesta segunda sob a condição de anonimato por causa da sensibilidade do assunto.

 

Dois dias após o assalto israelense no Mediterrâneo, o governo egípcio decidiu abrir parcialmente sua fronteira com Gaza. O Egito apoia o bloqueio israelense ao território palestino e teria planos de construir um muro subterrâneo para desarticular os túneis usados para contrabandear produtos a Gaza.

 

Consulta com o Egito

 

Os Estados Unidos buscam "novos modos" de lidar com o bloqueio imposto por Israel na Faixa de Gaza, após o incidente ocorrido há uma semana, quando militares israelenses interceptaram uma flotilha que levava ajuda humanitária ao território palestino, em uma ação que terminou com nove ativistas mortos, afirmou também nesta segunda-feira o vice-presidente norte-americano, Joe Biden.

"Nós estamos tendo consultas próximas com o Egito, bem como com outros parceiros, sobre novas formas de lidar com os aspectos humanitário, econômico, de segurança e políticos da situação em Gaza", afirmou Biden, após um encontro em Sharm el-Sheikh com o presidente Hosni Mubarak.

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