Bloqueio a Gaza impede acordo com palestinos

Pacto definitivo depende ainda da retomada da construção de um porto e do reconhecimento de um Estado provisório

CIDADE DE GAZA, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2014 | 02h01

Durante a mais recente trégua de 72 horas em Gaza, em vigor desde a meia-noite (horário local) de ontem, recomeçaram no Cairo as negociações de paz entre Israel e uma delegação palestina. Entre os principais pontos que impedem um acordo estão o reconhecimento de um Estado provisório no território e a retomada da construção do Porto de Gaza, além do levantamento do bloqueio à região.

Apesar de as negociações estarem emperradas, Israel decidiu reabrir a passagem de Kerem Shalom para Gaza para a circulação de alimentos e bens de primeira necessidade para os palestinos. Assim, as primeiras horas do cessar-fogo entre Israel e as milícias de Gaza transcorreram em calma.

No Cairo, funcionários palestinos disseram que as duas delegações se reuniram a portas fechadas durante todo o dia em um escritório do serviço de inteligência egípcio. Os mediadores pediram a ambos os lados para intensificarem as negociações para que cheguem a um acordo antes do fim do intervalo.

Um dos funcionários disse à agência Associated Press que estava otimista em razão de progressos na negociação de pontos essenciais do acordo. Ele disse que Israel aceitou o pagamento de funcionários do Hamas pela Autoridade Palestina (AP) e a entrada de materiais de construção na região.

Estão em pauta também a reabertura da passagem de Rafah, entre o sul de Gaza e o Egito, com patrulha da AP e não do Hamas; o aumento do fluxo de bens e de pessoas autorizadas por passagens controladas por Israel; a ampliação da zona de pesca para 12 milhas náuticas a partir do litoral; e a libertação de prisioneiros palestinos em troca dos restos mortais de um soldado israelense.

O ministro das Finanças de Israel, Yair Lapid, pediu à comunidade internacional que se una em torno de um pacote de ajuda à Gaza condicionado ao retorno da AP ao poder no território no lugar do grupo radical islâmico Hamas. Desde o início do conflito, em 7 de julho, 1.939 palestinos e 67 israelenses morreram. / AFP, EFE, NYT e REUTERS

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