BNDES susta financiamento de estrada

O governo brasileiro suspendeu a liberação do financiamento, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a rodovia que se tornou pivô de protestos nos últimos dias no norte da Bolívia. Os US$ 332 milhões que financiariam a construção dos trechos a cargo da OAS só serão liberados quando o governo boliviano decidir que tem condições de retomar a obra.

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2011 | 03h03

Na segunda-feira, o presidente da Bolívia, Evo Morales, suspendeu a construção do trecho entre Beni e Cochabamba, que faz parte do projeto de ligação do Brasil ao Pacífico - daí o interesse brasileiro na questão. O trajeto proposto corta um território indígena em que vivem três etnias. A expectativa é que, nos próximos dias, o governo de Evo inicie uma negociação.

A violenta reação das comunidades indígenas pegou o Itamaraty de surpresa. O governo espera agora um sinal de mudança na situação para que o financiamento seja retomado, mas não vai participar de nenhuma negociação. A avaliação é que esse é um problema interno da Bolívia e não cabe ao Brasil opinar.

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