Bo sabia que esposa estava envolvida em crime, diz mídia

O governo da China divulgou nesta quarta-feira, através da imprensa estatal, detalhes do maior escândalo político do país nos últimos 10 anos. O julgamento do ex-chefe de polícia Wang Lijun, envolvido no caso do assassinato do empresário inglês Neil Heywood, terminou na terça-feira e a agência de notícias Xinhua News publicou uma versão aprovada pelo governo sobre o que foi dito no tribunal.

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2012 | 14h05

De acordo com o relato publicado nesta quarta-feira, Gu Kailai, esposa do influente político Bo Xilai, procurou Wang após ter matado o inglês. Ele então teria ajudado a encobrir o assassinato. Semana depois, os dois se desentenderam e Wang procurou "o principal responsável pelo Partido Comunista da cidade na época" - referência a Bo - para falar do crime. Por isso, Wang teria "recebido uma resposta furiosas e um soco na orelha", disse a Xinhua. Só então Wang teria fugido para o consulado dos Estados Unidos na cidade de Chengdu e requisitado asilo, afirmou a agência.

Essa atitude detonou o escândalo, que resultou na condenação à morte de Gu e a queda de Bo, que era uma figura política em ascensão. Desde que foi suspenso da liderança do Partido Comunista em abril, o nome de Bo não havia sido mencionado novamente, nem mesmo de forma velada. As informações são da Associated Press.

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