Bo Xilai é expulso do Partido Comunista chinês

O político Bo Xilai foi expulso do Partido Comunista da China nesta sexta-feira e enfrentará acusações criminais que incluem o acobertamento de assassinato. A cúpula do partido também agendou para o dia 8 de novembro o esperado congresso que selecionará os novos líderes do país.

AE, Agência Estado

28 de setembro de 2012 | 10h53

Bo era cotado para assumir algum dos principais cargos do governo da China até que caiu em desgraça por causa do maior escândalo político do país em décadas. Sua mulher, Gu Kailai, foi condenada pelo assassinato do empresário inglês Neil Heywood e agora ele se vê envolvido no caso. A imprensa estatal afirmou que ele responderá também por acusações de corrupção, abuso de poder e de ter relações impróprias com várias mulheres.

"Investigações mostram que Bo violou seriamente a disciplina do partido, abusou de seu poder, cometeu graves erros e deve ser responsabilizado pelo caso de assassinato", afirmaram em comunicado os 25 membros do Politburo, comitê da liderança chinesa.

O escândalo lançou uma sombra sobre o congresso do Partido Comunista, que teve a divulgação de sua data atrasada. O evento é bastante esperado pois Hu Jintao deixará o poder após dez anos e será substituído por Xi Jinping.

O carismático Bo era uma figura em ascensão até ser destruído pelas revelações feitas por um ex-ajudante, Wang Lijun, que denunciou o assassinato do empresário britânico. Especialistas afirmam que existem motivações políticas por trás da queda de Bo, pois sua ambição era considerada uma ameaça. "Eles (o Politburo) querem tornar absolutamente impossível o reaparecimento de Bo e também de qualquer um que tenha a ideia de criar essa forma de liderança personalista e carismática" afirmou o professor de história e política chinesa da Universidade de Oxford, Rana Mitter. As informações são da Associated Press.

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