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Boate foi aberta após irmão da proprietária morrer de aids

Casa foi aberta em 2004 e promove direitos dos homossexuais

O Estado de S. Paulo

13 Junho 2016 | 08h18

A coproprietária da Pulse, a boate gay de Orlando que ontem se tornou palco do pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, fundou o clube em memória de seu irmão, que morreu de aids, e em apoio à comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

Barbara Poma, cujo irmão morreu em 1991, abriu a casa noturna em 2004 com o sócio Ron Legler. A Pulse promove os direitos dos gays e faz eventos como o Saia do Armário com Orgulho e os Jogos Gays, segundo o site da própria boate.

Após o ataque do atirador solitário, que matou 50 pessoas, frequentadores da Pulse e membros da comunidade gay de Orlando vagavam em frente ao local para prestar homenagem.

O assassino, que manteve a polícia fora do prédio durante três horas até ser morto por uma equipe da Swat, foi identificado como Omar Mateen, residente na Flórida. De acordo com um agente do FBI, ele pode ter tido ligações com militantes do Estado Islâmico.

A Pulse é um dos cinco estabelecimentos gays de Orlando. Tem música latina aos sábados, performances de drag queens, noites das divas, dançarinas e bebidas servidas por bartenders musculosos – tudo isso dentro de um ambiente descrito como sendo de “alegria selvagem”.

“Durante toda esta semana irei a velórios. Não sei quem estava lá, mas sei que vou reconhecer”, diz Raymond Michael Sharpe, de 55 anos, bartender de outro bar gay, que falou com empregados e clientes da Pulse depois do ataque. Ele disse que Barbara Poma está viva, assim como a gerente Cindy Barbalock.

Centenas de pessoas mandaram orações, pensamentos e condolências para a página da boate no Facebook. O bartender da Pulse Juan Orrego disse, pela rede social, que está bem: “Fui apenas atingido na perna”, ele escreveu. O tiroteio ocorreu por volta das 2h da madrugada, ao fim de uma das populares noites latinas da boate, com merengue, salsa e bachata.

Muitos dos que procuravam parentes e amigos nos hospitais eram hispânicos. Um frequentador, Luis Burbano, disse que perdeu amigos que eram clientes assíduos. Ele e outros conhecidos conseguiram sair vivos e tentaram ajudar os feridos. 

“Um bartender, nosso amigo de longa data, escondeu-se num quartinho com outras dez pessoas e ficou à espera de um milagre, de alguém que surgisse para salvá-los”, contou. Entretanto, não disse se eles escaparam. /Reuters

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