John Raoux/AP Photo
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Boate Pulse, em Orlando, vai reabrir como memorial às 49 vítimas de massacre

O ataque, o maior da história dos EUA desde o 11 de setembro, foi reivindicado pelo Estado Islâmico

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2017 | 22h08

MIAMI - A boate Pulse, na Flórida, onde um ataque matou 49 pessoas em junho do ano passado, será um museu e lugar de homenagem a vítimas e familiares. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 4, por Barbara Poma, dona do local. A Pulse era uma das casas noturnas LGBT mais populares do centro da Flórida.

“Sei que meu papel é garantir que a Pulse vire um lugar de cura. É hora de a Pulse contribuir com a sociedade de uma forma permanente”, disse Barbara, ao anunciar sua decisão em uma coletiva de imprensa. “Lembrem, não permitiremos que o ódio ganhe”, acrescentou, citando o lema de sua fundação, a OnePulse, criada para ajudar as vítimas e seus familiares a superar a tragédia.

Ainda não se sabe os detalhes sobre como será o memorial. O desenho e o conteúdo serão decididos pelos sobreviventes do ataque, pelos familiares das vítimas fatais e pelos pessoas que socorreram os feridos no dia do ataque.

Ataque. O tiroteio na boate gay ocorreu em 12 de junho de 2016 por volta das 2h. O atirador americano Omar Mateen, de 29 anos, usava um fuzil e uma pistola, derrubando frequentadores em pânico que procuravam saídas. Ele se trancou com reféns na boate e abriu fogo indiscriminadamente até ser morto por policiais. O atentado, que deixou 49 mortos e 68 feridos, foi o maior ocorrido nos Estados Unidos desde o 11 de setembro.

Terrorismo. Na época do crime, a polícia falava em terrorismo, e o FBI investigava elo com grupos islâmicos. Posteriormente, o Estado Islâmico assumiu a autoria do massacre na casa noturna. Apesar do que diz o EI, o pai de Omar Mateen, Mir Seddique, descartou motivos religiosos para a ação e apontou para a homofobia do filho/AFP

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