Boato da morte de oposicionista tumultua a Costa do Marfim

Os opositores do governo entraram neste domingo em confronto com a polícia paramilitar na principal cidade da Costa do Marfim, jogando pedras e queimando pneus em protesto contra os boatos sobre o assassinato de um conhecido membro da oposição. Os confrontos abriram a segunda semana de protestos, quase sempre violentos, que têm paralisado a capital da Costa do Marfim, um dos principais centros econômicos do oeste daÁfrica.A polícia paramilitar atirou para o ar e lançou gás lacrimogêneo para dispersar centenas de revoltosos nos bairros de Abobo e Adjame, onde moram sobretudo trabalhadores. Os manifestantes acusam as forças do governo da morte de AshKaramoko, conhecido comediante que apóia o partido Reunião dos Republicanos, da oposição.Não foi possível confirmar a morte de Karamoko. Os protestos e as manifestações têm acontecido quase todos os dias em Abdijã, a capital econômica da Costa do Marfim, desde 24de janeiro, quando foi assinado um acordo de paz entre o governo e os rebeldes, intermediado pela França.No entanto, os protestos anteriores foram promovidos por pessoas que apóiam o governo. Eles afirmam que o acordo dá poder demais para os rebeldes, que estão por trás da guerracivil da Costa do Marfim. A guerra estourou no dia 19 de setembro, com o golpe fracassado contra o presidente Laurent Gbagbo, acusado pelosrebeldes de fomentar tensões étnicas no país.Desde então, os rebeldes tomaram o norte do país e, desde novembro, ocuparam as regiões ricas em cacau e café, no oeste. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau. A guerra já dura quatro meses e provocou a fuga de mais de 1milhão de pessoas do país. A maioria foi para os países vizinhos.

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