Boca de urna aponta 2º turno entre Sarkozy e Ségolène

As primeiras pesquisas de boca de urna apontam que o conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal devem disputar o segundo turno das eleições presidenciais na França, que vão acontecer no dia 6 de maio. Segundo informações do jornal francês Le Monde, os institutos de pesquisa apontam que Sarkozy teve 29,9% de preferência no eleitorado francês, enquanto Ségolenè recebeu 25,8% dos votos.De acordo com informações da televisão americana CNN, outros institutos de pesquisam apontam que Sarkozy teve 29,6% dos votos, seguido por Ségolène, que teve 25,1% de preferência entre os eleitores franceses. Antes, as informações haviam sido divulgadas na Bélgica e na Suíça, países vizinhos da França, pois pela legislação eleitoral as informações não podiam ser divulgadas até o fechamento das urnas, o que aconteceu às 15 horas (horário de Brasília).A estimativa era de que 87% dos eleitores franceses tenham comparecido às eleições nas eleições deste domingo, 22, para escolher o sucessor do atual presidente, Jacques Chirac. Esta foi uma das eleições mais imprevisíveis dos últimos tempos, depois de uma frenética campanha que teve dezenas de candidatos e que deixou muitos eleitores indecisos e ansiosos para votar: em quatro horas de votação, 31,2% dos eleitores já haviam participado do pleito, a maior participação desde as eleições de 1981, segundo informações do Ministério do Interior francês.Apenas quatro candidatos, incluindo o conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal, primeiro e segunda colocada, respectivamente, nas pesquisas eleitorais, tinham chances reais de estar entre os mais votados e seguir ao segundo turno, marcado para o dia 6 de maio.Recorde de participaçãoSegundo informações do Ministério do Interior francês, às 17 horas (12 horas no Brasil), três horas antes do fechamento dos últimos colégios eleitorais, 73,87% dos eleitores já tinham ido às urnas, o que representa 15% a mais de comparecimento em relação às eleições presidenciais de 2002 e superava a participação total nessaetapa da eleição passada, que tinha sido de 73%.Caso a previsão dos institutos de pesquisa Ipsos e IFOP se confirmem, a participação no primeiro turno deste pleito vai superar em pouco mais de dois pontos o recorde de 1965, quando 84,75% dos eleitores votaram.Conforme o esperado, 70% dos colégios eleitorais fecharam às 18 horas (13 horas em Brasília). No entanto, nas cidades de tamanho médio, 5% deles ficariam abertos por mais uma hora, enquanto nos grandes centros urbanos as seções funcionarão até as 20 horas (15 horas de Brasília).SucessãoO eleito nas eleições presidenciais francesas vai suceder o atual presidente, há 12 anos no poder, Jacques Chirac, que votou acompanhado de sua mulher em Serran, no centro do país, enquanto o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, compareceu em um colégio do 17º distrito de Paris acompanhado da esposa e de dois de seus três filhos.O sucessor de Chirac terá de comandar o país líder da União Européia, ao lado da Alemanha. A França terá em 2007 uma opção a mais, o centro, para buscar a saída da estagnação econômica e social na qual seus 64,1 milhões de habitantes estão mergulhados. Os desafios são consideráveis: superar as divergências partidárias, conter o déficit público, reduzir o desemprego (hoje em 9%) e crescer na média européia para apaziguar uma nação onde os conflitos sociais eclodem com freqüência e violência cada vez mais preocupantes.Cientistas políticos vêem os distúrbios que ocorreram nas periferias em outubro e novembro de 2005 como o marco da campanha eleitoral à presidência da França. Na época, jovens inconformados com as mortes de dois adolescentes de origem árabe numa perseguição policial em Clichy-sous-Bois (arredores de Paris) se revoltaram contra o responsável pelo aparato policial, o então ministro do Interior Nicolas Sarkozy e atual primeiro colocado nas pesquisas.Texto alterado às 15h10 para acréscimo de informações.

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