Boeing vai demitir de 20 mil a 30 mil funcionários até 2002

A norte-americana Boeing Co., no maior corte de funcionários anunciado depois dos ataques terroristas da semana passâda, disse que pode ser forçada a demitir até 30 mil pessoas até o fim do próximo ano, o que representa quase 30% de seus funcionários na aviação comercial. A decisão, segundo os analistas do setor de aviação, quase certamente será seguida por medida semelhante pela concorrente européia Airbus. A porta-voz da Airbus, Barbara Kracht, disse à agência Dow Jones em Paris que a empresa "está monitorando a situação, mas é cedo para uma decisão final". Os executivos da European Aeronautic Defense & Space Co. (EADS), que controla 80% da Airbus, deverão ser questionados sobre a produção de aviões comerciais na entrevista, amanhã, em que serão divulgados os resultados do grupo no primeiro semestre. Em entrevista na noite passada, Alan Mulally, presidente da divisão de aviação comercial da Boeing, disse que "parece que as companhias aéreas domésticas e internacionais vão precisar de bem menos aeronaves do que precisavam antes da semana passada". As demissões, que começaram antes do fim deste ano, vão atingir principalmente os 93 mil funcionários da divisão de aviação comercial da Boeing na área de Seattle e Wichita. Mulally disse que a companhia deve reduzir o número de entregas este ano para 500 aviões, dos 538 planejados originalmente. "Infelizmente, este volume de produção requer um corte de 20 mil a 30 mil funcionários", afirmou.

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