Maurício Dueñas Castañeda/EFE
Maurício Dueñas Castañeda/EFE

Bogotá impõe novas restrições devido ao aumento dos casos de covid-19

O país detectou 13.990 casos de coronavírus no final de semana, número recorde desde o início da pandemia.

AFP, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2020 | 03h11

Bogotá, na Colômbia, voltará a impor restrições à mobilidade dos seus quase 8 milhões de habitantes por causa do aumento de casos do novo coronavírus, segundo anunciado neste domingo, 20, pela prefeita da cidade, Claudia López Hernández.

A principal medida entra em vigor no dia 21 de dezembro e restringe o acesso aos estabelecimentos comerciais se o último número do documento de identidade for par ou ímpar.

“Nas últimas duas semanas a velocidade do contágio aumentou, porque muitas pessoas estão baixando a guarda”, disse a prefeita em vídeo publicado no Twitter.

A presidente alertou ainda que a partir desta segunda-feira, 21, apenas uma pessoa por domicílio poderá fazer compras. Ambas as medidas vigorarão até 15 de janeiro.

A Colômbia registra um aumento na velocidade de infecções por covid-19 nos últimos dias. O país detectou 13.990 casos de coronavírus no final de semana, número recorde desde o início da pandemia.

Mais de 1,5 milhão de pessoas testaram positivo para o vírus na Colômbia e 40.475 delas morreram. Bogotá concentra a maioria dos casos (425.914) e, até o momento, 74% de suas unidades de terapia intensiva estão ocupadas.

Depois de detectar o primeiro caso de coronavírus na Itália em março, a Colômbia entrou em confinamento estrito no final daquele mês.

Diante do colapso econômico, o governo afrouxou as medidas a partir de 1º de setembro ao apostar em uma estratégia baseada no autocuidado, além do uso generalizado de máscaras e da proibição de eventos de massa.

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