Bogotá localiza americanos reféns de rebeldes

Ministro da Defesa afirma que resgate não foi feito porque não houve tempo para organizar ação segura

AFP E EFE, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 00h00

Militares colombianos localizaram no Departamento de Guaviare, sudeste do país, o acampamento onde estavam, alguns dias atrás, os três americanos seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O ministro da Defesa do país, Juan Manuel Santos, afirmou que, em abril, soldados conseguiram ver os americanos Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves - reféns desde 2003 - na margem do Rio Apaporis. "Tivemos informações muito precisas sobre a localização dos guerrilheiros, dos reféns e dos acampamentos", afirmou Santos, sem precisar a data da detecção. O ministro explicou que o Exército não tentou resgatar os reféns porque não havia tempo suficiente para organizar uma operação que garantisse a vida dos americanos.Stansell, Howes e Gonsalves fazem parte do grupo de 40 reféns políticos que as Farc pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos. Os três americanos trabalhavam para uma empresa contratada pelo Departamento de Estado dos EUA para recolher informações sobre plantações de coca na Colômbia. Eles foram capturados em 13 de fevereiro de 2003, depois de as Farc derrubarem o avião em que viajavam no Departamento de Caquetá, sul do país.LIGAÇÕES VENEZUELANASO governo da Venezuela admitiu ontem que um integrante do Exército do país foi preso na Colômbia por traficar armas para as Farc. O ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín afirmou que o sargento Manuel Agudo Escalona disse ter sido "enganado" e acrescentou que a munição apreendida não pertencia a ele. Chacín esclareceu que não estava assumindo a defesa de Agudo, mas informando o que ele havia declarado às autoridades colombianas. Agudo foi detido com o civil Gérman Castañeda Durán e mais dois colombianos quando negociavam 40 mil cartuchos para fuzis AK-47 que estariam destinados à Frente 16 das Farc.ACUSAÇÕESO guerrilheiro Iván Márquez, membro da cúpula das Farc, acusou ontem o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de planejar o assassinato dos líderes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, do Equador. Segundo Márquez, o plano de Uribe seria apoiado pelo governo dos Estados Unidos.Em comunicado enviado ao site Agência Bolivariana de Imprensa, o guerrilheiro afirmou que, com o propósito de matar Chávez, o presidente colombiano "infiltrou" na Venezuela mais de 100 paramilitares por meio do serviço de inteligência de Bogotá.

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