REUTERS/Carlos Julio Martinez
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Bogotá mobiliza 240 mil soldados para eleição

Forças Armadas vão monitorar centros eleitorais, para conter qualquer ameaça que possa afetar o primeiro turno da escolha do novo presidente

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 20h19

BOGOTÁ - A Colômbia vai colocar a partir desta sexta-feira, 25, ao menos 240 mil soldados para garantir condições de segurança nas eleições presidenciais que ocorrem neste domingo, 27. O chamado “Plano Democracia 2018” vai contar com 75.656 militares para cuidar de 10.998 centros de votação e 95.224 mesas eleitorais para que os colombianos possam “exercer seu direito constitucional de votar”, detalharam em nota as Forças Armadas.

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Os militares vão fortalecer a segurança em áreas de operações de controle militar dentro das cidades, proteger a infraestrutura e promover “ações para conter qualquer ameaça que possa afetar o desenvolvimento normal das eleições”, acrescentaram as Forças Armadas.

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No domingo, 27, 36,2 milhões de colombianos devem ir às urnas no primeiro turno das eleições presidenciais. O candidato aliado ao ex-presidente conservador Álvaro Uribe, Ivan Duque, do partido Centro Democrático, aparece como favorito em todas as sondagens à frente do esquerdista Gustavo Petro. Os dois devem ir para o segundo turno, em junho.

A questão da segurança tem sido o principal tema dos debates entre os candidatos. Tráfico de drogas, desigualdade social, o estremecido acordo de paz com a agora ex-guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e um crescente número de imigrantes vindos da Venezuela são alguns dos problemas mais urgentes que o próximo presidente terá de enfrentar. 

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Grupos armados disputam territórios que são chave para o tráfico de drogas. Nos limites com a Venezuela, a nordeste da Colômbia, e com o Equador, no sudoeste do país, mais de 20 mil soldados tentam conter o fenômeno que se fortaleceu após o acordo de paz com as Farc. 

Os militares também têm de lidar com diáspora venezuelana. Nos últimos dois anos, chegaram 762 mil venezuelanos ao país. Com visões opostas sobre o combate às drogas e sobre a diplomacia com os vizinhos, a direita conservadora e a esquerda disputam o voto antes do primeiro turno da eleição. / AFP, AP e EFE

 

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