Bogotá não privilegia laços com os EUA, diz chanceler

O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, nega que a aproximação com os EUA tenha isolado o seu país na América Latina. Ele esteve ontem em São Paulo acompanhando o presidente Álvaro Uribe. A seguir, trechos de sua entrevista ao Estado.A Colômbia já foi acusada de dar as costas à região e voltar-se para os EUA. Agora, com uma Casa Branca democrata, vocês buscam ampliar os laços com os vizinhos?A relação da Colômbia com a região sempre foi muito importante. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Uribe têm uma relação muito próxima. Em julho, Lula foi à Colômbia, com mais de 70 empresários. Depois, nos encontramos com o presidente do Peru, Alan García. Desenvolvemos intensa cooperação com a América Central. A Venezuela é nosso importante sócio comercial. Com os EUA, temos uma relação bipartidária histórica. O Plano Colômbia, a parceria para o combate ao narcotráfico, iniciou-se no governo Bill Clinton e continuou no de Bush. É uma política estratégica de longo prazo. Por que a Colômbia continua a produzir 90% da cocaína que entra nos EUA, apesar do Plano Colômbia? Há cifras que dizem o contrário. Elas mostram a exportação de cocaína para os EUA caiu 50% nos últimos anos. A Colômbia passou de uma produção de 170 mil hectares, para cerca de 100 mil ou 80 mil, segundo essas fontes. Temos uma política muito ativa e audaz contra o narcotráfico e o terrorismo. Como Brasil e Colômbia poderiam colaborar mais nessa área? A Colômbia sempre pediu a colaboração da comunidade internacional na luta contra o tráfico e o terrorismo e no Brasil encontramos um aliado importante. Queremos trabalhar estreitamente com nossos vizinhos, como o Brasil, para exercer um controle mais eficaz das fronteiras.

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