Bogotá nomeia equipe de negociação com Farc

Veteranos da política colombiana formam time 'apartidário' para diálogo com guerrilha; Noruega e Cuba indicam mediadores

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h10

O governo colombiano anunciou ontem seus emissários para negociar a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), nomes de consenso que seriam capazes de superar as divisões partidárias. Mediadores dos governos de Cuba e Noruega também foram indicados e a guerrilha deve anunciar em breve seus negociadores.

O lado colombiano será chefiado pelo jurista e ex-vice-presidente Humberto de la Calle, que ocupou cargos em governos liberais e conservadores. Também integrarão o grupo os generais Jorge Enrique Mora, ex-comandante das Forças Armadas, e Oscar Naranjo, ex-chefe da Polícia Nacional, hoje assessor do governo mexicano, além do dirigente empresarial Luis Carlos Villegas, do ex-ministro do Meio Ambiente Frank Pearl e do assessor para assuntos de segurança Sergio Jaramillo.

"É uma equipe com ampla experiência e grande desejo de que o processo de paz siga adiante de forma séria e eficaz", afirmou o presidente Juan Manuel Santos. O líder colombiano nomeou Jaramillo alto-comissário para a paz, posto que havia sido extinto no governo de Álvaro Uribe.

Segundo Santos, sentarão à mesa de diálogo apenas os cinco nomeados. A equipe de negociação colombiana, porém, terá até 30 integrantes, incluindo os que acertaram o acordo prévio com as Farc para dar início ao processo de paz.

Noruega e Cuba, que desempenharão papel de mediadores no processo de paz, também indicaram ontem seus emissários. A expectativa é a de que ambos os países sirvam de sede para as rodadas de negociação.

Havana estará representada pelo diplomata e ex-embaixador no Canadá Carlos Fernando de Cossio, além do líder sindical Abel García. Oslo enviará seu ex-embaixador em Bogotá Dag Halvor Nylander e o pesquisador em segurança internacional Vegar Brynildsen, que se envolveu na mediação entre o governo das Filipinas e o movimento guerrilheiro Frente Moro de Libertação Islâmica. / REUTERS e AP

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