Bogotá rejeita nova trégua com as Farc

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, rejeitou ontem uma proposta de trégua com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O pedido foi apresentado pelo grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, entidade civil que tenta mediar o confronto entre governo e guerrilheiros.

BOGOTÁ, / AFP, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2012 | 03h03

Santos recusou a ideia, dizendo que não se pode "ter pressa" para resolver a questão. "Propostas como essa só influem negativamente", declarou. "Quanto mais as pessoas interferirem, mais difícil será."

O presidente criticou a quantidade de atores civis que tentam participar da questão. "Todo mundo quer ser intermediário ou porta-voz", disse. "A vontade do governo para abrir um diálogo existirá quando tivermos uma prova e o convencimento de que há vontade do outro lado para chegar a um acordo", declarou.

A presidência colombiana já havia rejeitado recentemente um pedido de diálogo feito pelo novo líder das Farc, Timoleón "Timochenko" Jiménez. Santos diz temer que os guerrilheiros se aproveitem de qualquer "relaxamento" do governo para voltarem a se fortalecer, tanto militar quanto politicamente.

Ataque. Um soldado do Exército colombiano morreu e outro ficou ferido em mais um atentado praticado pelas Farc. O ataque, que ocorreu em uma área rural do município de Toledo, no Departamento (Estado) de Antioquia, foi confirmado ontem pelo comando militar de Medellín.

Os criminosos colocaram explosivos em um cavalo e o mandaram para o local onde estavam os militares. O soldado Camilo Pérez Montoya, de 23 anos, morreu na explosão. Sebastián Morales Tangarife, de 19 anos, ficou ferido.

O comandante da brigada militar da região, general Jesús Martínez Espinel, acusou os guerrilheiros da Frente 36 das Farc, que atua na região. "Esse deplorável atentado criminoso constitui uma clara violação do direito internacional humanitário", afirmou o comandante.

Na sexta-feira, outro ataque das Farc matou dois policiais que vigiavam radares de monitoramento aéreo no Departamento de Cauca. As autoridades colombianas acreditam que o objetivo da ofensiva era roubar os equipamentos.

Ontem, a Polícia Nacional da Colômbia apreendeu um carregamento com 1,7 tonelada de maconha em Cauca. Os policiais afirmaram que a droga pertencia a um braço das Farc. Segundo comunicado dos policiais, o carregamento seguiria para uma embarcação e seria vendido na América Central.

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