Bogotá será patrulhada por 29 mil na posse de Uribe

A segurança em Bogotá, na véspera da posse do presidente Álvaro Uribe Vélez, na segunda-feira, para mais um mandato de quatro anos, está sendo garantida por 29 mil soldados, policiais e agentes secretos.O reforço da segurança busca evitar novos atentados de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), como os ocorridos nos últimos dias em Bogotá, e em outras áreas do país.Dez presidentes, cinco vice-presidentes, um príncipe herdeiro e altos funcionários de organizações internacionais vão comparecer à cerimônia.PatrulhaA polícia, que costuma ter 17 mil agentes na capital colombiana, teve um reforço de 4 mil homens.Este efetivo de 21 mil estará encarregado da segurança das ruas de Bogotá, que possui 7 milhões de habitantes e, especialmente, do centro histórico da cidade, onde fica o Capitólio Nacional, onde Uribe prestará juramento.A polícia vem patrulhando especialmente os centros comerciais e sistemas de transporte.Além dela, 8 mil soldados do Exército se concentraram na periferia da cidade, especialmente nas zonas sudeste e sudoeste, usadas como corredores estratégicos dos guerrilheiros das Farc.AlertaFoi ainda declarado alerta amarelo na rede hospitalar. O tráfego de veículos na capital será limitado na segunda-feira.O consumo de bebidas alcoólicas também foi proibido em Bogotá.Na semana passada, um carro-bomba explodiu perto da Escola Militar de Cadetes de Bogotá. Um civil morreu e 17 soldados ficaram feridos. Em Cali, no sudoeste do país, a explosão de um outro carro-bomba matou seis pessoas.As ações foram atribuídas pelas autoridades às Farc, que sabotaram a primeira posse de Uribe há quatro anos, lançando foguetes que chegaram à altura da Casa de Nariño, sede do governo colombiano.Estes ataques deixaram 21 mortos e 70 feridos.Os ataques levaram a várias prisões de supostos integrantes das Farc e à descoberta de cerca de 80 quilos de explosivos em Bosa, uma das áreas mais pobres da cidade, informou o Departamento de Administração da Segurança.Víctor Manuel Murcia, suspeito de chefiar uma unidade das Farc acusada do atentado que matou 35 pessoas em Bogotá em 2003, foi preso no sul da capital.Segundo a polícia, ele havia chegado à cidade para "coordenar atos terroristas com vistas à posse presidencial", e havia comprado um carro que seria carregado de explosivos.

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