Bogotá vetará outras operações internacionais

Chanceler colombiano diz que comissão que avalizaria entrega de reféns era favorável às Farc

EFE, O Estadao de S.Paulo

08 de janeiro de 2008 | 00h00

Bogotá - O governo colombiano anunciou ontem que não permitirá mais a atuação de comissões humanitárias internacionais em seu território, como a organizada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, em dezembro. Segundo o chanceler do país, Fernando Araújo, a comissão reunida na cidade de Villavicencio para acompanhar a entrega de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) era favorável à guerrilha. "Essa comissão, que foi criada num gesto de transparência e de abertura do governo colombiano, chegou com um discurso muito carregado contra Bogotá e muito favorável às Farc, pondo sempre em dúvida os nossos comunicados e registrando sempre como reais as mentiras da guerrilha", disse Araújo. No dia 18, as Farc prometeram entregar três reféns a Chávez: Clara Rojas, assessora da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002, a ex-senadora Consuelo de Perdomo e o filho de Clara nascido em cativeiro, Emmanuel, de 3 anos. Um comitê com representantes de sete países - entre eles o Brasil - foi formado para avalizar o resgate, mas a operação foi um fiasco. As Farc não entregaram os reféns alegando que movimentos de tropas colombianas na região tornavam a ação arriscada. A versão de Bogotá, mais tarde confirmada pela própria guerrilha, era a de que os rebeldes não estavam com um dos reféns. Segundo o presidente colombiano, Álvaro Uribe, Emmanuel foi entregue a um orfanato em 2005 por um homem que o o identificou como José David Tapiero. Exames de DNA confirmaram o parentesco do menino (hoje sob a guarda da assistência social colombiana) com o irmão e a mãe de Clara.

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