STEPHANE YAS / AFP
STEPHANE YAS / AFP

Boko Haram ataca cidade entre Camarões e Nigéria e mata 100

Grupo jihadista incendiou casas e mesquitas e degolou civis como forma de represália pela tomada de cidade nigeriana por militares

O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 10h05


NAIRÓBI - O grupo terrorista jihadista Boko Haram degolou e assassinou pelo menos cem civis na cidade de Fotokol, localizada no extremo norte e Camarões e na fronteira com a Nigéria, em meio à operação militar conjunta na região lançada por tropas do Chade e camaronesas, informaram nesta quinta-feira, 5, meios de comunicação locais.

O ataque dos jihadistas foi uma represália pela tomada da cidade vizinha nigeriana de Gamboru pelos integrantes da operação militar, que mataram 250 supostos membros da milícia radical após dois dias de combates na fronteira, na primeira grande ofensiva regional contra o Boko Haram, que até agora tinha concentrado seus ataques no norte da Nigéria (sobretudo nos estados de Borno, Yobe e Adamawa), onde já matou milhares de pessoas e fez centenas de reféns nos últimos anos.

Na quarta-feira 4, os terroristas atacaram e incendiaram mesquitas e casas e assassinaram cerca de 100 pessoas, denunciaram organismos locais ao jornal camaronês L'Oeil du Sahel. "O Boko Haram entrou em Fotokol de manhã e matou mais de 100 pessoas na mesquita e em suas casas", disse um porta-voz local que perdeu um de seus filhos no ataque.

Durante o ataque a Fotokol pelo menos 50 membros do Boko Haram e seis soldados camaroneses morreram, confirmou o ministro camaronês de Informação, Issa Tchiroma.

Nigéria. A televisão pública do Chade disse que o Exército do país havia "aniquilado completamente" as bases do Boko Haram em Gamboru e Ngala, ambas no norte da Nigéria, após matar 200 radicais na terça-feira. Nove soldados teriam morrido durante os enfrentamentos.

O Chade, que conta com um dos contingentes militares mais poderosos da região, realizou ataques aéreos contra posições insurgentes nos últimos dias. A ex-colônia francesa também está enviando aviões de sua base, na capital, em missão de vigilância ao longo de sua fronteira com a Nigéria.

A União Africana (UA) autorizou na semana passada uma força regional de 7.500 soldados para combater os militantes, que lutam há cinco anos para estabelecer um estado islâmico no norte da Nigéria.

Diante da realização no dia 14 de fevereiro de eleições presidenciais na Nigéria, os jihadistas intensificaram sua campanha de terror no nordeste do país e na área fronteira. /EFE

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