Reprodução/SITE
Reprodução/SITE

Boko Haram divulga vídeo de decapitação similar ao EI

Autenticidade das imagens não foi confirmada; dois homens aparecem como reféns dos extremistas antes de serem decapitados 

O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 10h37

ABUJA - O grupo extremista islâmico nigeriano Boko Haram divulgou na segunda-feira 2 um vídeo mostrando a decapitação de dois homens. Essa é a primeira vez que o grupo usa imagens e técnicas de edição avançadas que fazem lembrar filmagens do Estado Islâmico (EI).

O vídeo mostra militantes atrás de dois homens, que estão de joelhos e com as mãos amarradas atrás do corpo, e um homem de pé segurando uma faca.

Um dos dois homens diz para a câmera que eles foram pagos por autoridades para espionar o grupo militante, antes da filmagem mostrar outra cena, já com os corpos decapitados. Não foi possível confirmar a autenticidade ou data das filmagens.

O vídeo deve aumentar preocupações de que o Boko Haram, que se desenvolveu a partir de um movimento clerical no nordeste da Nigéria, esteja expandindo e buscando inspiração de redes militantes globais, como Al-Qaeda e Estado Islâmico.

Vídeos antigos do Boko Haram eram mais crus, geralmente apresentando um homem identificado como o líder Abubajar Shekau, falando mais sobre lutas locais do que globais.

Os militantes, que mataram milhares e sequestraram centenas na tentativa de criar um Estado islâmico em seu país, recentemente intensificaram ataques nas fronteiras com Camarões, Chade e Níger.

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, disse que o Boko Haram é aliado da Al-Qaeda e do EI, mas a informação não é confirmada pelo grupo.

O uso de técnicas gráficas no vídeo do Boko Haram, a filmagem de militantes vestidos de preto com bandeiras pretas e a edição que mostra somente o resultado da decapitação lembram as filmagens do EI, que tomou grandes partes do Iraque e Síria e matou diversos reféns.

No vídeo, um dos homens diz que vem de Baga, no Estado de Borno, e o outro diz que é de Michika, no Estado de Adamawa, duas áreas onde o Exército disse ter reconquistado áreas do Boko Haram. /REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.