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Boko Haram liberta 21 das mais de 200 meninas sequestradas em 2014

Jovens foram feitas reféns por combatentes do grupo extremista em 2014; libertação é consequência das negociações entre o governo e os jihadistas, com apoio da Cruz Vermelha e do governo da Suíça

O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2016 | 11h51

ABUJA - O grupo extremista Boko Haram libertou 21 estudantes sequestradas na cidade de Chibok há dois anos e meio, anunciou nesta quinta-feira, 13, uma fonte da presidência da Nigéria. "As jovens foram trocadas por quatro prisioneiros do Boko Haram nesta manhã na região de Banki (fronteira com Camarões)", confirmou uma fonte local.

As adolescentes, capturadas em abril de 2014, "foram postas em liberdade e estão sob custódia dos Serviços de Segurança do Estado", disse o porta-voz da presidência nigeriana, Mallam Garba Shehu. A libertação é consequência das negociações entre o governo nigeriano e Boko Haram, e foi possível graças à colaboração da Cruz Vermelha e do governo da Suíça, escreveu Shehu em sua conta no Twitter.

O porta-voz acrescentou que as negociações continuam em andamento. O presidente nigeriano, Mohammadu Buhari, que está a caminho da Alemanha, celebrou a notícia, segundo Shehu. "O presidente Muhammadu Buhari felicita a libertação das meninas, mas recorda aos nigerianos que mais de 30 mil cidadãos morreram devido ao terrorismo do Boko Haram", diz comunicado divulgado pela presidência, acrescentando que em breve os nomes das libertadas serão divulgados.

O movimento Bring Back Our Girls (Tragam nossas meninas de volta), que luta pela libertação de mais de 200 estudantes de Chibok sequestradas em abril de 2014 quando faziam uma prova, afirma estar à espera da confirmação das identidades.

O diretor-geral dos Serviços de Segurança do Estado, Lawal Daura, expressou seu desejo de que as adolescentes descansem antes de se reunir com o vice-presidente nigeriano, Yemi Osinbajo, já que estavam "muito cansadas".

Os terroristas divulgaram em agosto um vídeo no qual apareciam menores supostamente pertencentes ao grupo de Chibok, para demonstrar que a maioria das 276 adolescentes raptadas seguem em cativeiro. Dias depois, o presidente Buhari se mostrou disposto a negociar uma troca com prisioneiros do grupo terrorista para recuperar as sequestradas, como exigia o Boko Haram.

Antes da troca confirmada nesta quinta, 57 das 276 jovens sequestradas tinham conseguido fugir depois da ação e o uma menina tinha sido localizada pelo Exército em maio. / EFE e AFP

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