Boko Haram mata 10 soldados do Chade em combates na Nigéria

Países vizinhos participam de ofensivapara retomar do grupoislâmico duas cidades no norte nigeriano

NIAMEY, O Estado de S.Paulo

10 Março 2015 | 02h02

Dez soldados do Chade morreram e 20 ficaram feridos no fim de semana em confronto para libertar duas cidades no norte da Nigéria, previamente conquistadas pelo grupo radical islâmico Boko Haram, numa ofensiva contra os militantes que contou também com forças do Níger, segundo informações divulgadas ontem por fontes militares.

Ao menos dez soldados nigerianos também ficaram feridos nos confrontos para reaver as cidades de Malam Fatouri e Damasak, um dia após milhares de soldados cruzarem a fronteira para retomar áreas conquistadas pelo grupo, cuja insurgência forçou a Nigéria a adiar sua eleição e vizinhos a mobilizar seus Exércitos. "Expulsamos o inimigo dessas áreas, que agora estão sob nosso controle", disse uma fonte militar do Níger.

Em Damasak, cidade nigeriana 10 quilômetros ao sul da fronteira com o Níger, tropas nigerianas e chadianas se uniram nas últimas semanas para uma ofensiva. A fonte militar de Níger disse que cerca de 300 militantes do Boko Haram foram mortos nos confrontos. Não houve confirmação oficial do número de baixas entre os militantes e não foi possível uma verificação independente. "Nós temos permissão da Nigéria para essa ação", disse a fonte. Não houve comentário imediato do governo nigeriano.

A insurreição do Boko Haram, que busca a criação de um califado no nordeste da Nigéria, deixou milhares de mortos. O Boko Haram manifestou sua lealdade ao grupo radical Estado Islâmico - que declarou a criação de um califado em partes do Iraque e Síria -, indicou um áudio divulgado na internet no sábado.

Camarões, Chade, Níger e Benin mobilizaram suas forças este ano para ajudar a Nigéria a se defender do Boko Haram após militantes conquistarem mais território e lançarem ataques na fronteira.

A Nigéria e seus vizinhos estão trabalhando em planos e regras para a criação de uma força regional de 8,7 mil soldados, mas divergências entre os Exércitos têm provocado tensão entre os aliados. / AP e REUTERS

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