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Boko Haram mata ao menos 10 em primeiro ataque no Chade

Insurgentes chegaram em canoas e atacaram vila que abriga, segundo a ONU, refugiados que fugiram dos jihadistas na Nigéria

O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 10h50


NAIRÓBI - Militantes do grupo extremista nigeriano Boko Haram realizaram na manhã desta sexta-feira, 13, o primeiro ataque no Chade,país que mais contribui militarmente para a força regional que combate o grupo terrorista. Ao menos 10 pessoas morreram no ataque ocorrido na vila de Ngouboua, nas margens do lago Chade, por volta das 3h (meia-noite pelo horário de Brasília).

Os insurgentes chegaram a bordo de várias canoas e mataram as pessoas, entre elas o chefe local, segundo o portal de notícias chadiano Alwihda Info. "Os homens se espalharam e o Exército está a procura deles", disse o coronel do Exército Azem Bermandoa.

O Boko Haram expandiu seus ataques contra países vizinhos na última semana, após ameaçar punir qualquer nação que contribuir na luta contra o grupo. Chade, Níger, Camarões e Benin prometeram enviar apoio militar, embora soldados chadianos já estejam lutando contra militantes do Boko Haram em territórios do Camarões e da Nigéria. A força multinacional para combater o grupo deve ser montada formalmente nas próximas semanas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a vila de Ngouboua abriga cerca de 3.300 refugiados que fugiram dos ataques do Boko Haram na Nigéria.

Combates. O Chade, que conta com um dos contingentes militares mais poderosos da região, realizou diversos ataques aéreos contra posições insurgentes nos últimos dias. Assim, as tropas chadianas arrebataram do Boko Haram pelo menos a cidade nigeriana de Gamboru, onde mataram 250 possíveis extremistas após dois dias de intensos combates na fronteira entre Nigéria e Camarões.

Em represália, o Boko Haram intensificou suas incursões no Níger e Camarões, como a da semana passada na cidade camaronesa de Fotokol, onde matou pelo menos 100 civis.

Recentemente, a União Africana (UA) autorizou uma força regional de 7,5 mil soldados para combater aos militantes. /AP e EFE

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