Bolívia aceita entrar para o Mercosul

A Bolívia aceitou ontem convite oficial feito na terça-feira para se tornar membro pleno do bloco sul-americano Mercosul e espera que os acordos referentes sejam assinados durante uma cúpula de líderes da região em dezembro, disse o presidente boliviano, Evo Morales em uma transmissão da TV estatal.

LA PAZ , O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h17

A Bolívia seguirá os passos da Venezuela, que neste ano se tornou o quinto membro pleno do Mercosul, integrado originalmente por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - os paraguaios estão suspensos temporariamente após um polêmico julgamento político que resultou no impeachment do ex-presidente Fernando Lugo. É provável que o país volte ao bloco plenamente em abril, após eleições presidenciais.

Morales disse que o convite do Mercosul foi feito simultaneamente ao Equador, que assim como a Bolívia continuará sendo membro de outro grupo regional de integração, a Comunidade Andina de Nações (CAN), da qual a Venezuela se retirou.

O chanceler paraguaio, José Félix Fernández, advertiu que o ingresso da Bolívia ao bloco não será válido "de acordo com os tratados internacionais". O chanceler argumentou que "sem o voto do Paraguai nenhum país pode ingressar, nem Venezuela nem Bolívia".

Morales ressaltou durante a aceitação pública do convite que, com a entrada de Bolívia e Equador, 80% dos membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasur) serão sócios do bloco econômico.

O Mercosul é o segundo mercado da Bolívia, com 43% do total exportado pelo país no primeiro semestre do ano - US$ 5,1 bilhões. O primeiro é a Associação Latino-Americana de Integración (Aladi), com 14 Estados e 56% das exportações. / REUTERS

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