Bolívia adere ao Alba, acordo de integração entre Cuba e Venezuela

Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Venezuela, Hugo Chávez e de Cuba, Fidel Castro, selaram neste sábado o ingresso da Bolívia ao acordo de integração regional conhecido como Alternativa Bolivariana, ou ALBA, o qual faz oposição ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca), encabeçado pelos Estados Unidos. "Estou feliz com este encontro, de três gerações, de três revoluções", disse Morales em sua chegada na sexta-feira a Havana, capital de Cuba. Poucas horas depois, Hugo Chávez declarava, após aterrissar no aeroporto da capital: "Vinha observando as luzes de Havana, recordava que há 12 anos venho a Cuba e há 12 anos não fazemos outra coisa senão crescer, triunfar e avançar". O ingresso da Bolívia ao Alba aconteceu nas comemorações de um ano do acordo, firmado inicialmente entre os líderes da Venezuela e Cuba. Após a assinatura do documento, no sábado, os três presidentes assistiram a uma Tribuna Aberta na Praça da Revolução, contando com a presença de 25 mil convidados. A ampliação da ALBA acontece paralelamente à decisão da Venezuela de abandonar a Comunidade das Nações Andinas, em conseqüência da assinatura pela Colômbia de um acordo bilateral de livre comércio com os Estados Unidos. As intenções de integração dos três países não são bem vistas em todos os segmentos da sociedade boliviana, tampouco venezuelana. "O governo deveria aproximar-se mais do setor empresarial e gerar uma agenda comum, buscar conhecer quais são os mercados de interessam e onde estão as possibilidades. Separar o ideológico e político do comércio", comentou Gary Rodríguez, do Instituto Boliviano de Comércio Exterior. O presidente da Câmara de Comércio da Venezuela, Noel Alvarez, reconheceu que "indiscutivelmente" a Alba e os encontros entre os presidentes têm caráter ideológico.

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