EFE/Martin Alipaz
EFE/Martin Alipaz

Bolívia adia eleições presidenciais após decretar quarentena

TSE espera que partidos entrem em acordo e definam uma nova data

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2020 | 19h51

LA PAZ - O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia adiou neste sábado indefinidamente a eleição presidencial prevista para 3 de maio, horas após o governo decretar uma quarentena total por 14 dias em razão da pandemia de coronavírus, que entrará em vigor a partir deste domingo .

O órgão eleitoral disse que espera um "diálogo amplo e plural com todas as organizações políticas participantes no processo" para definir "uma nova data para a eleição geral de 2020", indicou o TSE em um comunicado.

As eleições de 3 de maio foram convocadas de forma extraordinária após a anulação da votação de 20 de outubro de 2019, depois que uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou irregularidades em favor do então presidente, Evo Morales (2006- 2019), que concorria a um quarto mandato.

Evo, o primeiro líder indígena que governou o país por quase 14 anos, foi obrigado a renunciar após três semanas de pressão nas ruas e de perder o apoio dos militares. Ele está refugiado na Argentina.

O TSE sugere alguns critérios básicos para o adiamento da eleição: que não favorece ou prejudique nenhuma candidatura ninguna e tenha suporte técnico. O acordo alcançado deve ser confirmado pelo Poder Legislativo.

 

A maioria dos oito candidatos inscritos para as eleições havia sugerido adiar a votação e tinham suspendido as atividades públicas para evitar o risco de contágio em massa.

No entanto, o candidato do Movimento Ao Socialismo (MAS), de Evo Morales, o economista Luis Arce, e o Comunidade Cidadã, do candidato de centro Carlos Mesa, defendiam manter a data inicial.

Segundo a última pesquisa da consultora Ciesmori, Arce lidera a preferência eleitoral com 33,3%, seguido pelo ex-presidente Mesa (18,3%) e a presidente interina de direita Jeanine Áñez (16,9% )

Os partidos políticos não se pronunciaram sobre a decisão do TSE.

A Bolívia, com 11,5 milhões de habitantes e um dos países mais pobres da América Latina, confirmou 19 casos de contágio pelo novo coronavírus. / AFP

 

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