Bolívia chiou e gás aumentou

Em 2006, o presidente boliviano, Evo Morales, editou o decreto de nacionalização do gás natural. Desde então, ele transformou em bandeira política a renegociação dos contratos com as companhias estrangeiras para obter aumento do preço do gás. Em fevereiro do ano seguinte, Evo conseguiu seu objetivo: após dois dias de conversa com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o governo brasileiro concordou em reajustar o preço do gás boliviano. Além de aumentar o valor do produto, o acordo Brasil-Bolívia previa um investimento de US$ 3 bilhões na construção de um polo gasoquímico do lado boliviano da fronteira. Lula acusado de concordar com o aumento em função da proximidade ideológica com Evo.

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