Bolívia descarta uso da força para acabar com protesto

O governo da Bolívia assegurou hoje que não fará uso da força pública para dispersar um prolongado protesto na cidade sulista de Potosí. "Serão as próprias organizações sociais que voltarão à normalidade de maneira pacífica, não será usada a força pública", disse o chefe da Casa Civil, Oscar Coca.

AE-AP, Agência Estado

13 de agosto de 2010 | 16h02

A cidade de Potosí, de 200 mil habitantes, entrou em colapso após 16 dias de uma greve com bloqueios das ruas, fechamento de supermercados, agências bancárias, lojas e escritórios. A imprensa local informou que já faltam alimentos e combustíveis.

Os líderes do protesto pedem a solução de uma disputa de limites com a província vizinha de Oruro, a instalação de uma fábrica de cimentos, a reativação de uma metalúrgica parada e a suspensão da exploração de minérios em Cerro Rico, emblema da cidade, por causa do perigo de deslizamentos na montanha.

Um dos dirigentes do protesto, Celestino Condori, disse que os manifestantes negociarão apenas pessoalmente com o presidente da Bolívia, Evo Morales. Evo recebeu hoje um grupo de manifestantes em La Paz, mas descartou negociar com eles na cidade de Sucre, vizinha a Potosí, o que era uma demanda original do movimento. Coca assegurou que as principais demandas dos manifestantes serão atendidas.

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