Reprodução / Globonews
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Bolívia diz que fuga de senador é fato grave e volta a cobrar explicações

Para chanceler de Evo Morales, foram violadas regras nacionais e internacionais no episódio

O Estado de S. Paulo,

26 de agosto de 2013 | 16h29

O ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, disse nesta segunda-feira, 26, que a embaixada brasileira em La Paz violou normas internacionais ao facilitar a fuga do senador opositor Roger Pinto do país. O chanceler voltou a solicitar explicações formais às autoridades brasileiras. Pinto fugiu acompanhado do encarregado de negócios Eduardo Saboia, que aparentemente não comunicou a ação ao Itamaraty.

“Estamos solicitando formalmente às autoridades brasileiras explicações, já que foram violadas. regras nacionais e internacionais para facilitar a fuga”, disse Choquehuanca. “Isso abre um antecedente ruim. Amparado na imunidade diplomática, se pode traficar drogas, armas ou pessoas. Foi grave o que ocorreu.”

Pinto deixou a embaixada em um carro diplomático, acompanhado de Saboia e fuzileiros navais que faziam a segurança da missão em La Paz. Depois de 22 horas de viagem por terra, chegou a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ajudou a tomar um avião para Brasília.

“Pinto é um fugitivo da Justiça e tem contra ele quatro ordens de prisão. O Brasil descumpriu a Convenção de Caracas, que impede países de acolher pessoas com pendências judiciais”, acrescentou Choquehuanca. “Exigimos respostas.”

Ontem, ao programa Fantástico, da TV Globo, Saboia disse ter tomado a decisão porque havia um risco eminente à vida e à dignidade do senador.  Pinto recebeu no ano passado asilo político do governo brasileiro. Ele diz ser perseguido politicamente pelo governo de Evo Morales, porque apresentou denúncias contra o presidente. / AP

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