Bolívia enfrenta pressão agora até dos EUA

O presidente Carlos Mesa enfrenta maiores demandas sociais, além de um pedido por parte dos Estados Unidos para que não modifique o atual modelo econômico, nem a lei de combate às drogas. Depois de se reunir com o novo chanceler boliviano, Juan Ignacio Siles, o embaixador dos EUA em Bogotá, Richard Greenlee, rejeitou os pedidos de mudança na Lei Antidroga feitos pelo setor cocalero, um dos que protagonizaram os protestos que forçaram a renúncia de Gonzalo Sánchez de Lozada e sua substituição por Mesa.Os cultivadores de folha de coca expressaram ao novo presidente, através de seu dirigente Evo Morales, a exigência de que o governo deixe de aplicar um plano nacional de erradicação dos cultivos da coca, que é a base da cocaína. Mesa estuda também uma lista de 61 reivindicações por parte dos sindicatos de camponeses e organizações sindicais, que ajudaram a derrubar Sánchez de Lozada em protestos que deixaram pelo menos 65 mortos.Somam-se a isso exigências dos camponeses do departamento (Estado) de La Paz, liderados pelo deputado indígena Felipe Quispe. Eles querem a atenção do governo, nos próximos 90 dias, para 72 itens, incluindo a proibição de exportação de gás para os Estados Unidos.

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