Bolívia expulsa diplomata dos EUA por 'conspiração'

Evo acusa Francisco Martinez de estar em 'permanente contato' com oposição; é a 2.ª expulsão em 6 meses

Agências internacionais,

09 Março 2009 | 15h58

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou nesta segunda-feira, 9, a expulsão de um alto diplomata dos Estados Unidos. Evo acusou o funcionário por "conspiração" contra o governo boliviano. O chefe de Estado declarou, durante pronunciamento no palácio do governo, que o segundo-secretário da embaixada norte-americana em La Paz, Francisco Martinez, é "persona non grata."   Veja também: Evo pede expulsão de embaixador americano na Bolívia Martinez, sustentou o presidente, "estava em permanente contato com grupos de oposição durante todo o período da conspiração". Segundo o governo, essa suposta conspiração foi responsável por grande parte da instabilidade vivida pela Bolívia em setembro do ano passado.   Há pouco menos de seis meses, outro embaixador americano foi expulso da Bolívia. Em setembro, Evo declarou Philip Goldberg "persona non grata" e deu 48 horas para ele deixar o país, acusando-o de apoiar a oposição conservadora e de querer a divisão da nação.   Resposta   O governo dos Estados Unidos qualificou de "injustificada" a decisão de Evo. A medida "contradiz as declarações recentes do governo da Bolívia que expressavam desejo de melhorar as relações bilaterais", disse à Agência Efe Andy Lain, um porta-voz do Departamento de Estado americano.   "Rejeitamos as acusações feitas pelo governo. Esta decisão é injustificada", disse Laine, que destacou que La Paz ainda não comunicou oficialmente a expulsão pela via diplomática.  

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