Bolívia não deve identificar donos de veículos roubados

O ministro de governo Guillermo Fortún negou-se nesta sexta-feira a fornecer os nomes dos políticos e empresários que têm em seu poder veículos luxuosos roubados no Brasil e na Argentina que, segundo reconheceu, somam 100 unidades.O ex-chefe do Departamento de Roubo de Veículos, coronel Edgar Prudencio, disse que o governo tem a informação sobre as irregularidades desde setembro de 1999, quando a polícia entregou um relatório a respeito.Fortún, que assumiu o cargo há menos de um ano, admitiu que tinha conhecimento dos fatos, mas alegou ter passado a informação ao Ministério Público e pedido uma investigação por parte da Administração Nacional de Aduanas.No entanto, o Ministério Público informou ter recebido poucas informações sobre os veículos roubados, enquanto a diretora de aduana, Amparo Ballivián, disse que não correspondia à sua instituição investigar se os veículos que entram no país e ganham registro boliviano são roubados ou não.

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