Bolívia pedirá ao Paraguai extradição de ex-governador

A procuradoria-geral da Bolívia pedirá ao Paraguai a extradição do ex-governador de Tarija, Mario Cossío, que fugiu para o país após ser acusado de corrupção e afastado do cargo em meados deste mês, informaram autoridades bolivianas hoje. "O ministério público irá se amparar em normas de cooperação internacional para pedir a extradição, se isso for oportuno, para que o acusado seja submetido a investigação por delitos de corrupção", disse o procurador Gilbert Muñoz.

AE, Agência Estado

27 de dezembro de 2010 | 16h21

Também hoje, uma greve popular praticamente paralisou os transportes públicos na Bolívia, em protesto contra a alta entre 73% e 99% decretada nos preços dos combustíveis, que ficaram congelados por seis anos. O país importa diesel e gasolina do Brasil e não é autossuficiente em combustíveis.

Muñoz afirmou que Cossío poderia ser declarado foragido se continuar ausente e não comparecer às audiências nos tribunais. O político foi destituído do cargo de governador do departamento de Tarija, no sul boliviano, há duas semanas, pelo legislativo regional, que é de maioria governista e tem o apoio do presidente Evo Morales. Cossío teria desviado dinheiro público que seria usado na compra de asfalto para uma rodovia.

O ex-governador de Tarija apareceu na capital paraguaia na quarta-feira da semana passada e recebeu do governo do país um visto de residência de 90 dias, enquanto Assunção avalia um pedido de asilo. Em declarações ao jornal paraguaio ABC Color, Cossío acusou Morales de conspirar para derrubá-lo do cargo e afirmou que ainda é o governador de Tarija.

O governo boliviano rechaçou as acusações feitas por Cossío e a ministra da Transparência e Luta contra a Corrupção, Nardy Suxo, disse ontem que a fuga do ex-governador "confirma e ratifica as denúncias de corrupção". Como governador interino de Tarija foi nomeado Lino Condori, alinhado a Morales.

Greve

Uma greve nos transportes públicos paralisou a Bolívia hoje, um dia após o governo de Evo Morales ter decretado aumentos entre 73% e 99% nos preços dos combustíveis. A Confederação dos Motoristas da Bolívia decretou uma greve em protesto contra os aumentos e até que seja definida uma nova tarifa para o transporte, informou o dirigente sindical Franklin Durán. A greve foi acatada nas maiores cidades do país. O governo autorizou o uso de caminhões militares para o transporte público em La Paz e em El Alto.

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