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Bolívia quer reatar relações com EUA, diz ministro

A Bolívia busca "reconstruir" suas relações com os Estados Unidos e, para isso, tem planos de designar seu embaixador em Washington com a esperança de que o presidente norte-americano, Barack Obama, atue de forma recíproca, disse ontem o ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca. "Queremos reconstruir nossas relações com os EUA, sabemos que eles também querem reconstruir uma relação positiva", disse ele, em entrevista coletiva. "Quando estamos falando de reconstruir uma relação positiva estamos falando de restituir nossos embaixadores." Porém, segundo Choquehuanca, isso "ainda não temos data" para que isso aconteça. Em setembro, o presidente boliviano, Evo Morales, expulsou o embaixador dos EUA Philip Goldberg, acusando-o de ingerência em assuntos do país. Pouco depois, também expulsou os agentes da Agência Antidrogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês). Washington reagiu expulsando o embaixador boliviano, Gustavo Guzmán.Choquehuanca disse que a Bolívia espera retomar com Obama uma agenda que foi apresentada - mas não foi adiante - ao governo do ex-presidente George W. Bush. Segundo esta agenda, a Bolívia propõe um entendimento comercial de longo prazo que reconheça o relativo desenvolvimento boliviano. Bush decidiu retirar, no final no ano passado, a Bolívia dos benefícios tarifários andinos, que durante quase duas décadas promoveram a atividade econômica no país, além de Peru, Colômbia e Equador."Temos uma agenda positiva que temos feito conhecer ao Departamento de Estado", disse Choquehuanca, que indicou que o país entraria num compasso de espera devido ao fato de que o governo de Obama ainda precisa se consolidar. "A Bolívia tem interesse de retomar essa agenda positiva." Ele deu a entender que Obama enviou um sinal positivo para a Bolívia ao transmitir uma mensagem de felicitações a Morales pelo referendo sobre a nova Constituição boliviana. "Nós também recebemos uma mensagem, igual a outros países, dos Estados Unidos", afirmou. "É um bom sinal, já que no passado os Estados Unidos preferiam não emitir nenhuma opinião a respeito dos eventos envolvendo a Bolívia."Comitê de Relações ExterioresEm Washington, o senador Richard Lugar, republicano do Comitê de Relações Exteriores, disse que o referendo se realizou depois que Morales teve de superar "numerosos desafios" e que com sua realização a "Bolívia conquistou claramente um importante marco em sua história". "A declaração positiva do presidente Morales em resposta a felicitação do governo Obama (...) assinala a vontade de trabalhar por melhores relações", disse Lugar em comunicado. "Se os dois países puderem continuar falando entre si respeitosamente e se pudermos cada qual designar seus embaixadores, se terá dado outro passo para assegurar que estes acontecimentos representam um nova etapa positiva nas relações entre os EUA e a Bolívia", afirmou Lugar.

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