AFP PHOTO/Aizar Raldes
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Bolívia reduz produção de coca por quatro anos consecutivos, diz ONU

Relatório do Unodoc diz que país encerrou 2014 com 20.400 hectares de coca, que equivalem a 15% do total da produção da região andina da planta, matéria-prima para a cocaína

O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 19h10

LA PAZ - A Bolívia reduziu em mais de um terço seus cultivos de coca nos últimos quatro anos e alcançou a superfície mais baixa desde 2001, informou a Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira, 17. 

Segundo o relatório de monitoramento anual apresentado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc), a Bolívia encerrou 2014 com 20.400 hectares de coca, que equivalem a 15% do total da produção da região andina da planta que é a matéria-prima para a cocaína.

A Colômbia fechou o ano passado com 69 mil hectares de cultivo (52% da produção andina) e o Peru teve 42,9 mil hectares (33%). Os três países andinos são os três maiores produtores de coca e cocaína no mundo.

"O êxito da Bolívia se explica pelos esforços do governo e pelo controle social dos sindicatos cocaleiros e, mais importante, se deu em paz e em respeito aos direitos humanos", disse o representante do Unodoc, Antonino De Leo. De Leo disse que as Nações Unidas monitoram os cultivos de folha de coca nos três países latino-americanos e as plantações de papoula no Afeganistão e no Vietnã.

Muitos bolivianos utilizam as folhas secas de coca em seu estado natural para mastigá-la ou para uso medicinal, porém, uma boa parte da produção dessa folha se desvia ao narcotráfico. 

O presidente boliviano, Evo Morales, disse que seu país alcançou melhores resultados desde que seu governo expulsou a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês), em 2008. Ele disse também que Washington "usa a sua luta antidroga com fins geopolíticos". / ASSOCIATED PRESS

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